fundo

3 de setembro de 2012

fim!

Hoje é o meu último dia de horário reduzido.

Confesso que não estou preparada para voltar a trabalhar 8 horas por dia, para voltar a sair (no mínimo) às 18h. Definitivamente não estou!

Como tal vou de férias para me habituar à ideia, para me preparar (se é que isso é possível!).

Fui*

♥ despedi-me assim,


04.09.2011
10h

da barriga.
de ti dentro de mim.


e foram estas as fotos que tirei mesmo antes de ir para a maternidade, com quase a certeza que ficariamos lá.


♥ muitos parabéns




Beatriz!
Muitos parabéns mamã.

Desejo-vos tudo de muito bom.

Um beijo enorme com carinho para vocês*

2 de setembro de 2012

a dois dias do dia A.*


02.09.2011
 (há um ano atrás estávamos assim)

Tenho feito balanços, tenho pensado neste último ano. No que mudou, em tudo que se alterou.

E após 364 dias de ser mãe atrevo-me a escrever 12 (tenho tantas mais!) das constatações que faço (sem qualquer ordem específica e que são opiniões "muito minhas", da minha realidade).

* não há momentos certos para engravidar, para ter um filho. Por mais que se planeie, por mais que se antecipe situações, questões ou problemas há sempre milhares de factores que não estão nas nossas mãos e que muitas vezes nos trapaceiam.

* o primeiro mês de um bebé é um susto. Os momentos que imaginamos e dos quais toda a gente fala são muito poucos. Os ditos momentos de contemplação do bebé recém-nascido, em que tudo é sereno, branco e imaculado (em que só faltam os violinos a tocar, e as rosas brancas e frescas numa jarra) são muito, muito poucos (para não dizer que não existem, de todo!).
O primeiro mês é a confusão, é o encaixar das "coisas", é o conhecer aquele ser pequenino que já amamos, é constatar que a vida ganha um novo e maior amor, mas também ganha muito mais responsabilidade e medo, tanto medo de falhar!

a importância dos meus pais. Ouvi isto imensas vezes da boca da minha mãe, "quando tiveres um filho, compreendes. vais dar-me razão!". Pois sim, tenho que confirmar que é verdade. O meu filho fez-me ver tudo na perspectiva de mãe e a verdade é que cada vez admiro mais a minha própria mãe, os meus pais. E não sei o que faria sem a ajuda, a amizade, o amor, os conselhos, o aconchego dos meus pais.

* não se pode idealizar tanto. Sempre fui de idealizar, de sonhar, de expectativas e a verdade é que com um filho temos que ser muito mais "terra à terra". A vida nem sempre pode ser como queremos, como idealizamos e não podemos ir abaixo por as coisas não correrem tal e qual como esperávamos que fosse. Lutar sim, mas sem achar que tudo vai ser matemático.

* as opiniões e as certezas dos outros são uma realidade e uma insensibilidade atroz. Toda a gente sabe tratar de um bebé e sabes coisas de bebés. Como tal, toda a gente opina! Eu sei que não é por mal, que é para ajudar, que têm muito mais experiência que nós mas por amor da santa deixem uma recém mãe em paz! È que ouvir uma criança a chorar ininterruptamente já é extremamente difícil e penoso, para ainda ter que ouvir "mas deste-lhe leite? e a fralda, trocaste?" (não!!! estou a tentar que ele morra à fome, de preferência cheio de xixi e cocó).

* e na sequência da constatação anterior, mas que merece um ponto à parte. se amamentas e o teu bebé chora, é o teu leite que é fraco! Eu que tive um bebé que sofreu muito com cólicas desde os 15 dias de vida até aos 3 meses e meio e amamentei por bastante mais tempo, ouvia isto diariamente, de todos os lados. Mesmo quando meu filho engordava  1,600Kg num mês.
Se alguém me está a ouvir não digam nunca isto a uma mãe que amamenta e que se sente a um passo da loucura.

* não há um amor maior. É um amor que cresce a cada segundo, a cada minuto, a cada hora, a cada dia... Apaixonamo-nos a cada instante por estes seres pequeninos.

* a maternidade mostrou-me que sou muito mais forte, muito mais resistente, que algum dia poderia imaginar. Aprendi a superar-me a mim própria.

* um bebé é um abanão numa relação. Pode ser um abanão bom ou mau, mas é. E se a coisa não estiver bem segura, se o casal não estiver bem unido e em concordância a relação pode não aguentar. Tenho um amigo que sempre me disse "casar não muda nada! só mudamos as roupas de sítio. agora um bebé, um bebé muda tudo!". Pois bem, também concordo com ele.

* pequeno A. tem o melhor pai que poderia ter e imaginar. Um pai dedicado, atento, que o ama incondicionalmente. É impagável a imagem do rosto do meu marido quando viu o nosso filho pela primeira vez (posso viver 1000 anos que nunca me esquecerei!), a imagem do amor puro e verdadeiro. E eu tenho a certeza que tenho o melhor marido que poderia ter.

* o medo de falhar, o medo de educar é recorrente e persegue-me. Como nunca pensei que fosse! Tenho medo de não saber passar-lhe bons valores. Tenho medo de não ser para o meu filho aquilo que os meus pais são para mim. E dúvidas, tantas dúvidas... 

* dar importância ao que realmente a tem. Separar o trigo do joio! Descobri que há gente que definitivamente não vale o esforço e muito menos a dedicação. E descobri, também, que o universo/as circunstâncias prepara-nos surpresas muito boas e apresenta-nos gente boa que gosta de nós, que se preocupa connosco e faz-nos de novo acreditar na amizade pura e sem cobranças.



1 de setembro de 2012

consulta do ano*

Fomos ontem à consulta dos 12 meses e ... M-E-U  D-E-U-S!

O meu filho portou-se tão, mas tão mal na consulta que só me apetecia fugir dali.

O pediatra tentava consolar-me (sim, consolar-me e descansar-me, tal era a vergonha) dizendo que são quase todos assim, e que as consultas dos 12, 15 e 18 meses são de berros, literalmente!

Foi uma coisa nunca vista! Berrou, berrou, berrou...
Mal entramos dentro do consultório e o dr. se aproximou para lhe dar um beijo começou a "festa" e foi sempre a aumentar o volume até sairmos dali!
Eramos três (eu, o pai, e o médico) a tentar segurar nele para que se pudesse fazer as coisas mais básicas, como pesar, medir, auscultar, ver boca e ouvidos...
Eu transpirava tal eram os nervos, a ansiedade e a vergonha. 

Deu para fazer o básico, para ver tudo a correr. Perante o meu estado de nervos  e a aparente calma do pediatra, que não parava de repetir "eu não o estou a magoar, só que como o estou a contrariar ele fica assim..."

E eu fico completamente esgotada, não consigo tirar dúvidas nenhumas, e sempre com a horrível sensação que o médico não viu tudo que havia para ver (coisa que tento logo esquecer, senão dou em doida!).

Viemos com a constatação que este pequeno está grande e que, aparentemente, está tudo bem. 

"Abertura total" na alimentação, com excepção dos frutos secos e da carne de porco. Mas com a indicação de introduzir um alimento de cada vez e esperar uns dias para introduzir outro para despistar possíveis alergias.
O leite continuará a ser o aptamil por mais uns tempos.

Marcamos consulta para os 15 meses e espero (esperamos todos!) que só seja mesmo preciso consulta nessa altura, porque bem preciso (precisamos) de um intervalo de 3 meses (e mesmo assim, não sei se me recupero!).

Quem passa por cá