fundo

Mostrar mensagens com a etiqueta triste. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta triste. Mostrar todas as mensagens

9 de abril de 2014

A vida ensina.


 

Sim, ensina.
E se há coisa que me tem ensinado é que não existem tempos certos. Não existe o momento ideal...
Por mais que queiramos controlar as coisas no tempo certo ele não existe.

Ontem à noite recebi uma notícia que me congelou o cérebro.
A mãe de uma amiga morreu, vítima desse cabrão que é o cancro. Soube que estava doente há pouco mais que um mês, muito doente, sem grandes alternativas de tratamentos, sem esperança. Restavam-lhe cerca de 6 meses.
Não durou 6 meses, durou 1 mês.

Sinto tanto! 
Lamento tanto a falta que aquela mãe vai fazer aquela filha (minha amiga), aquela família toda.
Queria tanto ter sabido disto tudo antes de receber esta notícia terrível. Hoje sinto-me de rastos por não a ter podido acarinhar e consolar enquanto sofreu com este terrível diagnóstico da mãe.
Queria tanto saber o que lhe dizer numa horas destas. 
Queria tanto, tanto acalmar-lhe a dor.

A vida ensina-nos que não há tempo para maldade. 
Não há tempo para sermos maus uns com os outros. 

Não há tempo para nos distrairmos com as coisas que não interessam.

Um beijo enorme, querida MJ. Estou cá sempre que precisares de mim.
Sempre. 
Com todo o tempo do mundo.

Com todo o tempo da vida. 
Porque a vida me ensina o que realmente vale a pena.





24 de fevereiro de 2014

mais vale estar calada!




É incrível! 
Todas as vezes que digo, "o A. já está melhor!", ou "sim, tem-se aguentado!", ou ainda "Ah e tal a febre deu-nos tréguas e só anda entupido"...

PUMBA!
Febres altas, e começa tudo de novo! (round 1001 deste Inverno)

Foi o que aconteceu este fim de semana. Começamos o sábado com passeio bom, companhia boa, mas o A. muito apagado e branquinho. 
O meu instinto dizia que algo não estava bem, mas achei que era apenas timidez e vergonha.
Nada disso, logo após o almoço começou o pico crescente de temperatura. Que acabou por nos levar ontem às urgências.

Foi um fim de semana infernal, de febre, pouco descanso, má disposição (minha). 
Não deu para aproveitar o tão desejado sol, não deu para arejar, não deu para fazer nada. 

E detesto começar assim uma semana, mais cansada do que estava na sexta, mais desanimada do que desejava.

A ver vamos se a coisa não piora melhora muito rapidamente.


28 de janeiro de 2014

uma amputação da alma.



Hoje foi lançada uma nova campanha para encontrar o Rui Pedro. 
Hoje é o 27º aniversário do Rui Pedro.
Desde os 11 anos que está desaparecido.

Esta mãe não sabe do filho há 16 anos.
Esta mãe é o espelho de uma dor sem fim.



 

20 de novembro de 2013

eu tento. juro que tento.

Ser otimista.
Mas ligam-me agora da creche " O A. está cheio de febre! Já lhe demos ben-u-ron, mas tem 38.5ºC".

Cá vamos nós.


20 de setembro de 2013

Bom fim-de semana!




Como eu estou a precisar deste fim de semana.

Foi uma semana comprida e difícil.
Ainda me sinto completamente ligada à ficha de tanto stress, ansiedade e nervosismo.

Tem sido tempos muito conturbados e difíceis por aqui. O trabalho, em casa... Nada tem sido propriamente fácil.
O tempo, a disponibilidade, a disposição escasseiam.

Quero acreditar que as coisas vão melhorar. TEM que melhorar.

E sem dúvida, continuar a lembrar sempre, dar importância ao que realmente importa.

Bom fim de semana*

12 de junho de 2013

São coisas que (me) acontecem #3

É tão fácil perder uma criança.
É tudo tão rápido e tão imprevisível.

Um dia destes estava no hipermercado sozinha a fazer as compras e começo a reparar num miúdo pequeno (2 anos e meio, no máximo). Reparei nele porque andava com uma saca de kiwis na mão e parecia-me "muito solto".

Já tinha terminado as compras mas fiquei ali parada enquanto o via andar ao longo das caixas e ao mesmo tempo fui olhando para todos os lados à procura de uma mãe, um pai, alguém... NADA!  
Comecei a temer que ele saísse no hiper e fosse para o parque de estacionamento. Então corri atrás dele.

Sem querer pegar nele, ou tocar (por ter medo de ser mal interpretada) fui falando com ele e perguntava-lhe pela mamã, se ele não queria vir comigo procurar a mamã, como se chamava... Mas ele quase nada falava e continuava sempre a andar e repetia comigo "mamã". E eu sempre ao seu lado a tentar que ele não me fugisse e fosse para onde eu queria, ou seja, ir dando a volta ao hiper à procura.

Consegui, nesse entretanto, chamar a atenção de um empregado e dizer-lhe que era preciso anunciar o menino que estava perdido, ou procurar alguém que estaria com ele.

Nesta altura já deviam ter passado uns 10-15 minutos que andava atrás daquela criança, e mesmo sem ser o meu já me parecia terem passado 10horas.
Até que finalmente vejo uma senhora aproximar-se a chorar e imagino que seja a mãe. E era.

É tudo tão rápido. Os pequenos desaparecem num segundo.
E vim embora, ainda a tremer, e a temer um dia estar no papel contrário.


5 de junho de 2013

Até sempre, Rodrigo.


Estou de coração despedaçado. Uma notícia destas deixa-nos de rastos.
Não é justo, não é justo!

Leio a notícia, engulo em seco e quero acreditar que não passa de um engano, de um boato.

Acompanhei este caso, ajudei como pude. E apesar de tudo todos quisemos acreditar que um milagre aconteceria e o Rodrigo sorriria para nós muito mais tempo.

Não imagino a dor desta mãe, desta família.

Um abraço apertado, sentido, cheio de carinho.


Descansa em paz, pequeno Rodrigo!


31 de maio de 2013

Constante coração nas mãos.

Brincamos, jantamos e tornamos a brincar.

Chegou a hora de ir fazer o leitinho, porque Pequeno A. não dispensa o seu leite antes de ir para a cama e eu confesso que ainda não estou preparada para lhe tirar esse prazer.

Quando estávamos a sair da cozinha Pequeno A. vai, literalmente, de boca ao chão.
E foi um filme! Sangue por todo o lado. Mas quando digo isto é mesmo a sério. Eu fiquei com a roupa e a pele cheios de sangue e ele igual.
Muito, muito choro.

E eu de repente sinto-me mesmo a ficar fraca e a achar que vou ter que pedir ajuda aos vizinhos.
Que sensação horrível!

Lá consegui acalmar-me, tirar a roupa ensanguentada ao pequeno, sentar- me com ele e acalma-lo e chamar o pai (que estava a defesa de um trabalho)

Dormiu queixoso a noite toda, e mal acordou apontou para a boca com ar triste, do gênero "mamã, não te esqueças que tenho um dói-doi aqui!". Tinha a boca cheia de sangue seco, um hálito terrível, e os lábios parecidos com alguém que acabou de se submeter a um cirurgia para implantar silicone (pelo menos o que eu imagino que seja).

E ser mãe/pai também é isto de viver em constante coração nas mãos.


Venha daí o fim de semana com sol para o encher de mimos e gelados fresquinhos!


2 de abril de 2013

Um murro no estômago.






Uma história tão triste. Uma história tão bonita.

Um verdadeiro murro no estômago.

A ver, sem qualquer dúvida, pelas imagens fenomenais, pela luta, pela verdadeira história de amor.

12 de março de 2013

tretas, o muro das lamentações*


Pequeno A. não dormiu nem deixou dormir, desde as 4h.

Pequeno A. estava cheio de febre e com diarreia.

Pequeno A. estava muito desconfortável e com dores.

Pequeno A. tem uma mãe que não sabe vê-lo doente e a sofrer. 
E um pai igual, mas mais calmo.

Pequeno A. ficou em casa com o pai e a mãe teve que vir trabalhar com 3h de sono mal dormidas. E com uma enxaqueca impensável!


(juro que não queria que aqui o tretas fosse um muro das lamentações, mas ultimamente é o que dá!)

18 de janeiro de 2013

Que vale é sexta feira*


Porque há dias e alturas que só me apetece pegar na carteira e ir à minha vida.

Porque há dias que até a chuva nos parece mais apetecível.

Porque há dias que é mesmo uma merd@ ter que ouvir e aceitar algumas coisas.

Porque há dias que custa mais um bocado.

Porque há dias que temos que engolir e continuar. 

O que vale é que é sexta feira.

24 de dezembro de 2012

um susto muda tudo*

Só para lembrar que tao depressa está tudo bem, como muda tudo.

Hoje fomos a correr (e em estado catatónico de nervos) para o hospital com o nosso pequenino.
Assim do nada (como sempre acontece) pequeno A. tropeça e cai de cabeça em plena esquina da perna da mesa da sala.
O aparato foi tão grande, o estado do testa dele, mesmo por cima do olho direito, tão dramático que o pai (para não falar em mim) anunciou logo que tinhamos que voar para o hospital.

Ao ver o meu marido, habitualmente calmo e racional em situações destas, assim nervoso, passei-me.
Voamos para o hospital de gelo em punho, sem casacos e de coração nas mãos.

Pequeno A. foi imediatamente encaminhado para a cirúrgia, fazer raio X (que filme) e avaliar. Estivemos algum tempo em espera e observação, mas graças a Deus estava tudo bem.

Espero mesmo que sim e que pequeno A. amanhã já esteja bem melhor, com mais uma nódoa negra mas bem melhor.

E ninguém diga que está bem*
 


10 de dezembro de 2012

Aos 15 meses e 5 dias*

Pequeno A. deu um tombo enorme e caiu, desamparado, de cara no cimento.

Ficou com o rosto "num cristo" e eu de coração apertado. Eu sei que faz parte, eu sei que vai cair muitas mais vezes, mas vê-lo de cara arranhada e com um hematoma na testa não é nada bom. E nunca me hei-de habituar.

2 de dezembro de 2012

doença cobarde.

doença cobarde.
doença traidora e cruel.
doença que nos mostra a cada instante que a vida é fugaz.

put@ de doença que este sábado levou o primo de uma grande amiga minha.

até sempre, Bruno*
 

1 de dezembro de 2012

Assustador.

Isto.

Será que estas notícias não assustam quem "ordena"?!?
A mim assusta-me muito. Muito mesmo.

17 de novembro de 2012

Eu pedi sol.

Mas acho que houve confusão com o meu pedido e cederam-me um início de fim de semana (ou final de semana) do pior.

Marido internado e operado de urgência.
Estou a chegar agora a casa.
Amiga boa que, como de costume, esteve sempre lá.

Pequeno A. em casa dos avós, e quase não o vi.

Sozinha em casa e do mais triste que podia estar.


Sweet November.

7 de novembro de 2012

:(

Ontem cheguei a casa da minha mãe para ir buscar o meu pequeno e encontrei-o tão caído.
Olhitos de gato do Shrek no colo da avó. Um bocadinho de febre e muito choro.

Passou (passamos) uma noite difícil com muito mimo, muito choro e alguma temperatura. Não há mais sintomas por isso é aguardar, ir medindo a temperatura, vigiar e esperar que passe muito rápido (e que sejam dentes).

Custou-me vir trabalhar, a minha cabeça não pára de pensar nestas crianças pequeninas que estão muito doentes. E só me apetece apertar o meu filho contra o peito e guardá-lo, protegê-lo de tudo.



E agora uma amiga minha que é médica disse-me que as coisas com o João José estão realmente muito mal. Ontem esteve a trabalhar no IPO e só se fala neste pequenino. 
Merda! Que grande merda.


11 de outubro de 2012

Preciso.

De cá vir escrever coisas boas.

De cá vir rir-me convosco.

De levantar os ânimos.

Não tem sido muito fácil.

Mas estou a fazer um esforço muito grande.
Até já*

8 de outubro de 2012

Não é justo. Não é justo.

Estou em choque. De rastos. Triste. Muito triste.

Ninguém merece o que aconteceu ontem a uma amiga nossa.
Grávida de 40 semanas foi ontem para a maternidade para ter o seu bebé. Um bebé desejado, tão desejado e amado.

Esperamos por notícias até à noite, mas não vieram. 
No fim do dia tive uma sensação estranha, um receio que algo não estivesse bem. Mas depressa tentei esquecer essa sensação, esse estranho sentimento e obriguei-me a recordar que um primeiro parto pode ser muito demorado e descansei o coração.

Hoje, e ainda sem notícias, o meu marido resolveu mandar uma sms para saber novidades, sem nunca imaginar que notícias chegariam. 
Ligou e disse-me "estou doente e tu também vais ficar, O bebé morreu".
Fiquei sem sangue, só conseguia dizer: Não! Não! Não pode ser.

Não sei como. Não sabemos o que aconteceu.

Sei que foi uma gravidez muito bem vigiada e acompanhada e nada faria supôr um final destes.
Tento arranjar desculpas na minha cabeça, "razões" para que isto acontecesse. Não consigo. Não é justo. Choro.


Um beijo, I. 
Estou cá para tudo.

18 de setembro de 2012

terça-feira*

estou igual!
ou pior.

cansada, mas tão cansada. 
e hoje triste e desiludida. 

tenho feito esforços, de toda a ordem, mas hoje sinto que não o reconhecem.

vai passar, eu sei que sim, mas hoje tenho direito a isto. às vezes fico farta de ser forte  e ter que motivar toda a gente.

hoje apetecia-me estar sozinha. hibernar. centrar-me em mim.
 

Quem passa por cá