Agora passo a vida a negociar (ou a tentar, vá) com o meu filho.
Tenho que negociar tudo.
Tudo é um drama! Não quer nada, ou quer tudo aquilo que não se pretende.
Convencer (arrastá-lo em pranto) para tomar banho.
Convencer (arranca-lo em pranto) para sair do banho.
Fazer-lhe a vontade de o levar aos avós e depois chegar lá e não me sair do colo (em prantos) porque tem vergonha (?!).
Quando a chega a hora de vir embora é o fim do mundo porque não quer vir.
Quer brincar a alguma coisa e choraminga (pranto novamente) até eu ceder.
Já não quer aquela brincadeira para nada ( e faz um pranto se o convenço a continuar).
Pede para comer pão com "quejo".
Para logo a seguir dizer "não! pão com fiambe".
Afinal é "só quejo".
Ah! "e fiambe".
E eu passo o tempo a convencê-lo de alguma coisa.
Enquanto desespero. E depois me culpo por desesperar.
E depois, enquanto dorme, vou espreitá-lo e "pedir-lhe desculpa" por não ser mais paciente e por eu não ser melhor.
E vou para a cama com aquela sensação (e certeza) que educar é difícil. Tão difícil... E eu ainda não sei nada!