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11 de abril de 2014

Marcado.

Ou, poderia dizer, mordido.

O A. trouxe hoje a sua primeira "marca" na mão.
Uma mordidela que mete dó.

Se estava avisada que iria acontecer? Sim.
Se estava à espera que acontecesse? Sim.
Se estava preparada? Não. 

Faz parte, eu sei. 
E, se calhar, um dia faz ele a outro (espero mesmo MUITO que não!).
Mas, mesmo assim, custa um bocadinho.

O meu pequenino a saber o que custa a vida, às suas custas.

E sim, meu amor, somos muitas vezes mordidos, ainda que muitas vezes sem se verem os dentes de quem nos morde. 
 


9 de abril de 2014

A vida ensina.


 

Sim, ensina.
E se há coisa que me tem ensinado é que não existem tempos certos. Não existe o momento ideal...
Por mais que queiramos controlar as coisas no tempo certo ele não existe.

Ontem à noite recebi uma notícia que me congelou o cérebro.
A mãe de uma amiga morreu, vítima desse cabrão que é o cancro. Soube que estava doente há pouco mais que um mês, muito doente, sem grandes alternativas de tratamentos, sem esperança. Restavam-lhe cerca de 6 meses.
Não durou 6 meses, durou 1 mês.

Sinto tanto! 
Lamento tanto a falta que aquela mãe vai fazer aquela filha (minha amiga), aquela família toda.
Queria tanto ter sabido disto tudo antes de receber esta notícia terrível. Hoje sinto-me de rastos por não a ter podido acarinhar e consolar enquanto sofreu com este terrível diagnóstico da mãe.
Queria tanto saber o que lhe dizer numa horas destas. 
Queria tanto, tanto acalmar-lhe a dor.

A vida ensina-nos que não há tempo para maldade. 
Não há tempo para sermos maus uns com os outros. 

Não há tempo para nos distrairmos com as coisas que não interessam.

Um beijo enorme, querida MJ. Estou cá sempre que precisares de mim.
Sempre. 
Com todo o tempo do mundo.

Com todo o tempo da vida. 
Porque a vida me ensina o que realmente vale a pena.





24 de fevereiro de 2014

mais vale estar calada!




É incrível! 
Todas as vezes que digo, "o A. já está melhor!", ou "sim, tem-se aguentado!", ou ainda "Ah e tal a febre deu-nos tréguas e só anda entupido"...

PUMBA!
Febres altas, e começa tudo de novo! (round 1001 deste Inverno)

Foi o que aconteceu este fim de semana. Começamos o sábado com passeio bom, companhia boa, mas o A. muito apagado e branquinho. 
O meu instinto dizia que algo não estava bem, mas achei que era apenas timidez e vergonha.
Nada disso, logo após o almoço começou o pico crescente de temperatura. Que acabou por nos levar ontem às urgências.

Foi um fim de semana infernal, de febre, pouco descanso, má disposição (minha). 
Não deu para aproveitar o tão desejado sol, não deu para arejar, não deu para fazer nada. 

E detesto começar assim uma semana, mais cansada do que estava na sexta, mais desanimada do que desejava.

A ver vamos se a coisa não piora melhora muito rapidamente.


3 de fevereiro de 2014

há dias.


Há dias em que tudo parece mais difícil.
Há dias em que a vida nos parece mais cinzenta.
Há dias em que as forças parecem escassear.
Há dias em que só me apetece estar sozinha e pensar.
Há dias em que a caixa de reservas parece mais vazia e sem sentido.

Há dias em que não queria ver as minhas pessoas sofrer. 
Há dias em que queria ter a solução para as ajudar. Ou as palavras certas a dizer. Ou então uma bola de cristal que me permitisse ver o futuro e qual o caminho a seguir.

Há dias em que eu queria, queria mesmo muito, que tudo fosse mais fácil (pelo menos uma vez).

Há dias assim, eu sei.

Mas acima de tudo, há dias que temos (ainda) mais a certeza do que realmente importa.
E o que me importa é estarmos bem, a minha pequena-grande família, estarmos felizes, estarmos juntos e unidos.

E saber o quanto nos amamos. 

E isso, todos os dias, é o que me move.

30 de janeiro de 2014

momentos que tremo.

quando o telefone toca e é da creche do A.
o meu coração dispara.
aqueles segundos até conseguir perceber o que se passa são mesmo muito angustiantes.

aconteceu agora. 
Pequeno A. não comeu nada todo o dia. Não dormiu. Tem febre.

Aqui vamos nós...

20 de novembro de 2013

eu tento. juro que tento.

Ser otimista.
Mas ligam-me agora da creche " O A. está cheio de febre! Já lhe demos ben-u-ron, mas tem 38.5ºC".

Cá vamos nós.


a vida engole-me.




Mas eu vou fazer como o A. faz com as pombas e vou correr atrás dela.
Se é para cá estar que seja para estar por bem.

Realmente a vida não tem sido fácil para a minha pequena família, realmente temos passado por situações bastante difíceis. Situações que nunca esperei passar, que nunca achei que nos atingissem a nós.

Como diz a minha mãe, que é sábia nestas coisas, haja saudinha. Haja muita saudinha e graça de Deus. Tudo o resto se resolverá.

Quem ficou e nos ajuda, nunca será esquecido. Nunca mesmo.
Quem partiu e achou que eramos um fardo, que siga o seu caminho.

A vida é assim mesmo, mas acredito que tudo tem um significado e uma razão de ser. Concerteza temos que aprender alguma coisa com isto. Espero que aprendamos e nos tornemos pessoas melhores.

Nem sempre é fácil vermos o lado bom da medalha, quando estamos tristes e desanimados não é fácil sermos sempre positivos. Garanto que não é.
Mas é importante termos esta tomada de consciência e é isso que aqui estou a fazer hoje.
Consciencializar-me que tenho que me encher de esperança, de optimismo para poder continuar a lutar.

Não posso desistir, nem baixar os braços. 
Nem por mim, nem pelo F., nem pelo A.. Tenho que continuar a ser forte e a rir.
Rir, para espantar tudo que de mau existe. Tudo e todos.



20 de setembro de 2013

Bom fim-de semana!




Como eu estou a precisar deste fim de semana.

Foi uma semana comprida e difícil.
Ainda me sinto completamente ligada à ficha de tanto stress, ansiedade e nervosismo.

Tem sido tempos muito conturbados e difíceis por aqui. O trabalho, em casa... Nada tem sido propriamente fácil.
O tempo, a disponibilidade, a disposição escasseiam.

Quero acreditar que as coisas vão melhorar. TEM que melhorar.

E sem dúvida, continuar a lembrar sempre, dar importância ao que realmente importa.

Bom fim de semana*

5 de setembro de 2013

Preciso que me prometam!

Que isto vai melhorar!

Estou a perder anos de vida com as entregas do meu filho na creche!
CREDO!

Começou na segunda feira e desde aí que isto só piora.

Se na segunda só começou a chorar quando me vim embora hoje começou a chorar ainda em casa.
Na creche tiveram que o arrancar tirar do meu colo, tal era a gritaria e o pranto! E eu quase a entrar em colapso e a ter um ataque de choro daqueles (escusado será dizer que fugi dali quase a tapar os ouvidos e de lágrimas a correr pela cara).

Eu sei que é pelo bem dele. Eu sei que só lhe faz bem. 
Eu sei que as rotinas, os limites, as regras, o socializar são importantes nesta fase da vida deles. Até porque os equilibra e os torna mais felizes, no futuro

Mas, raios, custa! Se custa! E dói. E massacra. E faz-nos pôr tudo em causa. E duvidar da certeza que tínhamos.

Valem-me a educadora e as auxiliares e todo o pessoal da instituição que são excelentes e transmitem-me muita confiança. E são tão carinhosas com ele (ele farta-se de dar beijinhos e abraços a todas antes de vir embora)...


2 de julho de 2013

respira. 1, 2, 3... respira.

Precisei de cá vir respirar.
Fazer uma pausa e reiniciar.
Estou a sentir-me afogada em trabalho e a desesperar.
Sinto-me totalmente a asfixiar...

1, 2, 3... respira!


19 de junho de 2013

Diz que,




sexta feira chega o Verão.

Por acaso nota-se a aproximação de dias quentes e solarengos, no Brasil!

(estou a entrar numa depressão com este tempo. Credo!)

12 de junho de 2013

São coisas que (me) acontecem #3

É tão fácil perder uma criança.
É tudo tão rápido e tão imprevisível.

Um dia destes estava no hipermercado sozinha a fazer as compras e começo a reparar num miúdo pequeno (2 anos e meio, no máximo). Reparei nele porque andava com uma saca de kiwis na mão e parecia-me "muito solto".

Já tinha terminado as compras mas fiquei ali parada enquanto o via andar ao longo das caixas e ao mesmo tempo fui olhando para todos os lados à procura de uma mãe, um pai, alguém... NADA!  
Comecei a temer que ele saísse no hiper e fosse para o parque de estacionamento. Então corri atrás dele.

Sem querer pegar nele, ou tocar (por ter medo de ser mal interpretada) fui falando com ele e perguntava-lhe pela mamã, se ele não queria vir comigo procurar a mamã, como se chamava... Mas ele quase nada falava e continuava sempre a andar e repetia comigo "mamã". E eu sempre ao seu lado a tentar que ele não me fugisse e fosse para onde eu queria, ou seja, ir dando a volta ao hiper à procura.

Consegui, nesse entretanto, chamar a atenção de um empregado e dizer-lhe que era preciso anunciar o menino que estava perdido, ou procurar alguém que estaria com ele.

Nesta altura já deviam ter passado uns 10-15 minutos que andava atrás daquela criança, e mesmo sem ser o meu já me parecia terem passado 10horas.
Até que finalmente vejo uma senhora aproximar-se a chorar e imagino que seja a mãe. E era.

É tudo tão rápido. Os pequenos desaparecem num segundo.
E vim embora, ainda a tremer, e a temer um dia estar no papel contrário.


31 de maio de 2013

Constante coração nas mãos.

Brincamos, jantamos e tornamos a brincar.

Chegou a hora de ir fazer o leitinho, porque Pequeno A. não dispensa o seu leite antes de ir para a cama e eu confesso que ainda não estou preparada para lhe tirar esse prazer.

Quando estávamos a sair da cozinha Pequeno A. vai, literalmente, de boca ao chão.
E foi um filme! Sangue por todo o lado. Mas quando digo isto é mesmo a sério. Eu fiquei com a roupa e a pele cheios de sangue e ele igual.
Muito, muito choro.

E eu de repente sinto-me mesmo a ficar fraca e a achar que vou ter que pedir ajuda aos vizinhos.
Que sensação horrível!

Lá consegui acalmar-me, tirar a roupa ensanguentada ao pequeno, sentar- me com ele e acalma-lo e chamar o pai (que estava a defesa de um trabalho)

Dormiu queixoso a noite toda, e mal acordou apontou para a boca com ar triste, do gênero "mamã, não te esqueças que tenho um dói-doi aqui!". Tinha a boca cheia de sangue seco, um hálito terrível, e os lábios parecidos com alguém que acabou de se submeter a um cirurgia para implantar silicone (pelo menos o que eu imagino que seja).

E ser mãe/pai também é isto de viver em constante coração nas mãos.


Venha daí o fim de semana com sol para o encher de mimos e gelados fresquinhos!


12 de março de 2013

tretas, o muro das lamentações*


Pequeno A. não dormiu nem deixou dormir, desde as 4h.

Pequeno A. estava cheio de febre e com diarreia.

Pequeno A. estava muito desconfortável e com dores.

Pequeno A. tem uma mãe que não sabe vê-lo doente e a sofrer. 
E um pai igual, mas mais calmo.

Pequeno A. ficou em casa com o pai e a mãe teve que vir trabalhar com 3h de sono mal dormidas. E com uma enxaqueca impensável!


(juro que não queria que aqui o tretas fosse um muro das lamentações, mas ultimamente é o que dá!)

18 de janeiro de 2013

Que vale é sexta feira*


Porque há dias e alturas que só me apetece pegar na carteira e ir à minha vida.

Porque há dias que até a chuva nos parece mais apetecível.

Porque há dias que é mesmo uma merd@ ter que ouvir e aceitar algumas coisas.

Porque há dias que custa mais um bocado.

Porque há dias que temos que engolir e continuar. 

O que vale é que é sexta feira.

24 de dezembro de 2012

um susto muda tudo*

Só para lembrar que tao depressa está tudo bem, como muda tudo.

Hoje fomos a correr (e em estado catatónico de nervos) para o hospital com o nosso pequenino.
Assim do nada (como sempre acontece) pequeno A. tropeça e cai de cabeça em plena esquina da perna da mesa da sala.
O aparato foi tão grande, o estado do testa dele, mesmo por cima do olho direito, tão dramático que o pai (para não falar em mim) anunciou logo que tinhamos que voar para o hospital.

Ao ver o meu marido, habitualmente calmo e racional em situações destas, assim nervoso, passei-me.
Voamos para o hospital de gelo em punho, sem casacos e de coração nas mãos.

Pequeno A. foi imediatamente encaminhado para a cirúrgia, fazer raio X (que filme) e avaliar. Estivemos algum tempo em espera e observação, mas graças a Deus estava tudo bem.

Espero mesmo que sim e que pequeno A. amanhã já esteja bem melhor, com mais uma nódoa negra mas bem melhor.

E ninguém diga que está bem*
 


10 de dezembro de 2012

Aos 15 meses e 5 dias*

Pequeno A. deu um tombo enorme e caiu, desamparado, de cara no cimento.

Ficou com o rosto "num cristo" e eu de coração apertado. Eu sei que faz parte, eu sei que vai cair muitas mais vezes, mas vê-lo de cara arranhada e com um hematoma na testa não é nada bom. E nunca me hei-de habituar.

4 de dezembro de 2012

Dava um filme.

Ou uma novela. Daquelas bem manhosas e recambolescas.

Ando numa roda viva e não consigo passar por aqui e por aí com a frequência que gostaria e desejo.

Têm sido tempos difíceis de muito trabalho, muita preocupação, muita angústia, pouca compreensão e muito pouca ajuda.

Assim seja. 
O que não nos mata torna-nos mais fortes!

2 de dezembro de 2012

doença cobarde.

doença cobarde.
doença traidora e cruel.
doença que nos mostra a cada instante que a vida é fugaz.

put@ de doença que este sábado levou o primo de uma grande amiga minha.

até sempre, Bruno*
 

1 de dezembro de 2012

Assustador.

Isto.

Será que estas notícias não assustam quem "ordena"?!?
A mim assusta-me muito. Muito mesmo.

Quem passa por cá