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9 de abril de 2014

A vida ensina.


 

Sim, ensina.
E se há coisa que me tem ensinado é que não existem tempos certos. Não existe o momento ideal...
Por mais que queiramos controlar as coisas no tempo certo ele não existe.

Ontem à noite recebi uma notícia que me congelou o cérebro.
A mãe de uma amiga morreu, vítima desse cabrão que é o cancro. Soube que estava doente há pouco mais que um mês, muito doente, sem grandes alternativas de tratamentos, sem esperança. Restavam-lhe cerca de 6 meses.
Não durou 6 meses, durou 1 mês.

Sinto tanto! 
Lamento tanto a falta que aquela mãe vai fazer aquela filha (minha amiga), aquela família toda.
Queria tanto ter sabido disto tudo antes de receber esta notícia terrível. Hoje sinto-me de rastos por não a ter podido acarinhar e consolar enquanto sofreu com este terrível diagnóstico da mãe.
Queria tanto saber o que lhe dizer numa horas destas. 
Queria tanto, tanto acalmar-lhe a dor.

A vida ensina-nos que não há tempo para maldade. 
Não há tempo para sermos maus uns com os outros. 

Não há tempo para nos distrairmos com as coisas que não interessam.

Um beijo enorme, querida MJ. Estou cá sempre que precisares de mim.
Sempre. 
Com todo o tempo do mundo.

Com todo o tempo da vida. 
Porque a vida me ensina o que realmente vale a pena.





29 de janeiro de 2014

o melhor do meu dia* #2

Conversar com uma amiga. 
Sobre tudo, sobre nada. Sobre coisas importantes e sobre outras que só a nós nos interessam.

Rir. Dar uma, duas, três gargalhadas. 
Rir de nós próprias e daquilo que, no fundo, nos preocupa.

Lavar a alma das coisas menos boas. 
Com uma receita de uma sobremesa boa, que ela faz maravilhosamente e que eu quero experimentar. 

Encher o coração com o carinho de quem me quer bem.

Gosto de ti,  M.


O que Distingue um Amigo Verdadeiro [pelo MEC]


Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o gênero — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c. 

Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser. 

 
Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

24 de janeiro de 2014

Do melhor dos meus dias. #2

Receber um mail. Receber uma mensagem. Receber uma música.
Lembrarem-se de nós. E dizê-lo, ou não, mas mostrá-lo. 
Assim, sem contar, do nada... Só porque sim.

Ter pessoas boas na minha vida.
Saber que me acarinham.
Sentir que gostam de mim.

21 de janeiro de 2014

Do melhor dos meus dias #1

Estou decidida a não deixar que este MEU espaço de partilha seja um muro de lamentos.
Já pensei que fechar o blog, já pensei em privatizá-lo, já pensei em deixá-lo por aqui.

Mas, pelo menos para já, estou decidida a continuar a levá-lo da mesma forma como até agora. Gosto muito deste espaço. Gosto muito de quem me lê e me acarinha por cá. Pessoas que nunca conheci pessoalmente, mas parece que as conheço tão bem...

Como tal, o melhor do meu dia (destes últimos dias) é também decidir continuar por cá. Nos mesmos moldes!

Um beijinho a quem por aqui está. Grande!

20 de janeiro de 2014

O melhor dos meus dias. O melhor da minha vida. Todos os dias.

Tenho pensado muito nisto.
No melhor dos meus dias. No melhor da minha vida.

A nossa vida não tem sido propriamente fácil nestes dois últimos anos. 
A vida da minha família. 

Temos levado alguns abanões fortes. Uns atrás de outros. 
Quando parece que algo se vai resolver, tudo se complica novamente e em vez de um passo em frente damos 4 para trás. 

Como quando há a oportunidade de uma entrevista de emprego, e tudo corre da melhor forma, o cargo a concurso fica suspenso por tempo indeterminado devido a uma reestruturação da empresa. 
Ou como quando surge outra oportunidade de fazer um trabalho (a custo zero, mas que demora meses, que implica muita dedicação, algumas despesas, e onde se deposita muuuuuuita esperança) para iniciar um projeto novo e fica reduzido a nada porque existem outros interesses que não "incluem" realmente trabalho.
Ou como quando tanta gente amiga desaparece da nossa vida. É tão mais simples ser amigo de quem está bem, de quem tem a vida perfeita. É tão mais fácil. Oh, se é!

Tem sido bastante difícil encarar tudo com otimismo e força de vontade.
Há dias melhores, outros nem por isso.

Sempre fui uma pessoa cautelosa (para não dizer pessimista), sempre tive tendência para ver o copo meio vazio. 
Nestes últimos tempos tento sempre (e tento com muita força, mesmo) ver o lado positivo das coisas. Tento tirar uma lição mesmo das situações mais complicadas.

E, asseguro, que é muito difícil para mim.
Mas tenho treinado muito para conseguir atingir esse objetivo. Ao fim do dia, ao fim da semana, ao fim do mês e até no balanço de um ano inteiro.

O objetivo é, acima de tudo, dar importância ao que realmente importa. Valorizar as pequenas coisas. Ter mais tempo para mim e para quem amo.

Estou determinada a cumpri-lo. Tenho que o fazer! 
É imperativo para mim, para a minha saúde mental e física e para a felicidade da minha família. 
Aquilo que mais me importa!

Como tal, eu que não sou nada pessoa de fazer resoluções de ano novo, decidi que 2014 vai ser o ano de dar este passo. De palmilhar este caminho, que estou certa, me (nos) levará a uma vida mais feliz e mais plena.
E centrar-me, sempre, no que realmente importa. 


O melhor dos meus dias. O melhor da minha vida. Todos os dias.


20 de novembro de 2013

a vida engole-me.




Mas eu vou fazer como o A. faz com as pombas e vou correr atrás dela.
Se é para cá estar que seja para estar por bem.

Realmente a vida não tem sido fácil para a minha pequena família, realmente temos passado por situações bastante difíceis. Situações que nunca esperei passar, que nunca achei que nos atingissem a nós.

Como diz a minha mãe, que é sábia nestas coisas, haja saudinha. Haja muita saudinha e graça de Deus. Tudo o resto se resolverá.

Quem ficou e nos ajuda, nunca será esquecido. Nunca mesmo.
Quem partiu e achou que eramos um fardo, que siga o seu caminho.

A vida é assim mesmo, mas acredito que tudo tem um significado e uma razão de ser. Concerteza temos que aprender alguma coisa com isto. Espero que aprendamos e nos tornemos pessoas melhores.

Nem sempre é fácil vermos o lado bom da medalha, quando estamos tristes e desanimados não é fácil sermos sempre positivos. Garanto que não é.
Mas é importante termos esta tomada de consciência e é isso que aqui estou a fazer hoje.
Consciencializar-me que tenho que me encher de esperança, de optimismo para poder continuar a lutar.

Não posso desistir, nem baixar os braços. 
Nem por mim, nem pelo F., nem pelo A.. Tenho que continuar a ser forte e a rir.
Rir, para espantar tudo que de mau existe. Tudo e todos.



26 de setembro de 2013

Cada lugar teu*



Hoje esta música não me sai da cabeça.

Faz-me recordar um tempo bom. Um tempo que me parece tão longe.

Faz-me recordar uma frase que disse a alguém muito querido. Lembro-me de partilhar, de uma forma sentida e verdadeira "Sou uma pessoa feliz!"

Lembro-me de me sentir assim, feliz, desprendida, livre. Tão novinha, tão ingénua, tão encantada...

São recordações boas. São estas recordações que fazem aquilo que sou hoje.



7 de agosto de 2013

Porque a vida é linda.


E porque quem tem amigos especiais é muito mais feliz.



Obrigada, C.!

Pela surpresa, mas acima de tudo pelo carinho e amizade imensa.


9 de junho de 2013

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?



“Como é que se esquece alguém que se ama?
Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver?
Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar?
Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. 
Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. 
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. 
Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. 

A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moínha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.”

 Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'


(Obrigada C., pela partilha. Adorei!)
 

21 de março de 2013

Primavera.

Adoro a Primavera.

Adoro a sensação que a Primavera me traz.

Adoro esta promessa de tempos quentes e dias compridos.

Adoro a ideia de esplanadas, amigos e fins de tarde bons.


Gosto tanto da Primavera que lhe dei como nome a quem gostei muito. A quem quiz muito bem. A quem gostei tanto como se de uma irmã se tratasse. Mesmo e de coração!

Descobri que essa amizade, esse amor, não era sentido de igual forma. Não era sentido com a mesma intensidade.
Doeu, dói muito. Sim, ainda dói. Mas também sinto que estou a começar a fechar o ciclo, a tentar fechá-lo dentro de mim.

O canto da Primavera ficará cá para sempre. Guardado, com momentos doces, de muita cumplicidade e harmonia.

Gosto dele aqui, dentro de mim*


18 de março de 2013

Estou a torcer por ti!



Hoje uma grande amiga minha vai fazer a defesa da Tese de Doutoramento.
Estou a torcer para que tudo lhe corra muito bem. Pelo melhor.

Força, J. Gosto muito, muito de ti*


30 de janeiro de 2013

A falta de tempo.



A falta de tempo para fazer aquilo que gosto deixa-me triste.
Não tenho tido tempo para cá vir. E faz-me falta.

Tenho andado cheia de trabalho, cheia de coisas para fazer.

Não tenho andado propriamente feliz e também me custa vir aqui depositar só coisas tristes e "menos boas". 
Eu sei que este espaço é meu, que serve para eu falar daquilo que quero e penso. Daquilo que me vai na alma e no coração. 
Mas não gosto que fiquem aqui (só) relatadas coisas tristes, ou que me entristeçem.

Este ano prometi a mim mesma que vou fazer o esforço de apenas me preocupar com as coisas realmente importantes, com as pessoas que realmente interessam. 
Tenho tentado fazê-lo a cada dia. 

Mas juro que me custa. Custa-me tanto aceitar algumas situações. 
É do meu feitio concerteza, mas confesso que gostava de ser diferente em alguns aspectos, e conseguir descartar gente e episódios com facilidade.

Obrigada a toda a gente que aqui vem e me acarinha.
Fazem toda a diferença*

18 de janeiro de 2013

Que vale é sexta feira*


Porque há dias e alturas que só me apetece pegar na carteira e ir à minha vida.

Porque há dias que até a chuva nos parece mais apetecível.

Porque há dias que é mesmo uma merd@ ter que ouvir e aceitar algumas coisas.

Porque há dias que custa mais um bocado.

Porque há dias que temos que engolir e continuar. 

O que vale é que é sexta feira.

3 de janeiro de 2013

Ano Novo

Não fiz resoluções de ano novo.

Não sou de as fazer. 

Peço sempre o trivial, que é o que realmente desejo para mim, para nós.

Um ano cheio de saúde para mim e para os meus, um ano com oportunidades, um ano com amigos bons por perto, um ano em que esteja ainda mais próxima da minha família, um ano que me ria muito, um ano que viva muito o meu filho e o meu marido.


Para este ano desejo também,

Uma oportunidade boa para o meu marido e que chegue a vez dele de ter sorte. Merece tanto.

Desiludir-me menos com as pessoas. Ou pelo menos, não chorar e sofrer tanto com isso (como aconteceu em 2012).

Que a minha sogra continue bem (cada vez melhor) e consiga combater esta doença cruel e cobarde.

Que o meu irmão encontre o caminho dele.

Que os meus pais continuem a ser os meus melhores amigos e que estejam sempre fortes, saudáveis e os melhores avós do Mundo.

Que o trabalho role, que eu consiga "levar a água ao moinho" sem trazer problemas, chatices e angústias para casa.

Que o meu filho seja sempre saudável e que cresça feliz. 

Que nós os três continuemos cada vez mais próximos e unidos. Que as adversidades e desventuras nos unam cada vez mais. 
Amo-vos do fundo do coração.

Que tenhamos cada vez mais tempo a três. 
Que saíamos mais e usufruamos de cada um, sempre.
Que a vida seja meiga e doce connosco.



Ao 3º dia,


desejo-vos um muito feliz 2013!





Que seja um ano para lá de fantástico.

Que consigamos afastar tudo de menos bom do nosso caminho.

E enchamos a nossa vida de cor, de amizade, de amor, de companheirismo, de trabalho (do bom), de felicidade.

E saudinha! Muita saudinha é o que se quer!


Bom ano*

24 de novembro de 2012

A vida.

A vida também nos prepara boas surpresas. Boas certezas.

Mostra-nos pessoas boas neste caminho, que nem sempre é fácil.

Pessoas que nos acarinham e nos mimam.
Pessoas que nos fazem novamente acreditar que a amizade pura e desinteressada existe.

Uma pessoa, que apesar de estar também a viver uma fase mais turbulenta (digamos assim, ok?), se lembrou de nos adoçar a boca. 
Mas que acima de tudo me (nos) adoçou a alma e o coração. 

Nem ela imagina o quanto este gesto, este carinho, esta mostra de amizade, significou para mim.

Obrigada, minha amiga, do fundo do coração*
 

17 de novembro de 2012

Eu pedi sol.

Mas acho que houve confusão com o meu pedido e cederam-me um início de fim de semana (ou final de semana) do pior.

Marido internado e operado de urgência.
Estou a chegar agora a casa.
Amiga boa que, como de costume, esteve sempre lá.

Pequeno A. em casa dos avós, e quase não o vi.

Sozinha em casa e do mais triste que podia estar.


Sweet November.

8 de outubro de 2012

Não é justo. Não é justo.

Estou em choque. De rastos. Triste. Muito triste.

Ninguém merece o que aconteceu ontem a uma amiga nossa.
Grávida de 40 semanas foi ontem para a maternidade para ter o seu bebé. Um bebé desejado, tão desejado e amado.

Esperamos por notícias até à noite, mas não vieram. 
No fim do dia tive uma sensação estranha, um receio que algo não estivesse bem. Mas depressa tentei esquecer essa sensação, esse estranho sentimento e obriguei-me a recordar que um primeiro parto pode ser muito demorado e descansei o coração.

Hoje, e ainda sem notícias, o meu marido resolveu mandar uma sms para saber novidades, sem nunca imaginar que notícias chegariam. 
Ligou e disse-me "estou doente e tu também vais ficar, O bebé morreu".
Fiquei sem sangue, só conseguia dizer: Não! Não! Não pode ser.

Não sei como. Não sabemos o que aconteceu.

Sei que foi uma gravidez muito bem vigiada e acompanhada e nada faria supôr um final destes.
Tento arranjar desculpas na minha cabeça, "razões" para que isto acontecesse. Não consigo. Não é justo. Choro.


Um beijo, I. 
Estou cá para tudo.

25 de setembro de 2012

o que te desejo,


é que tenhas sempre mãos amigas, como estas, para te ampararem ao longo da vida. 

Quem passa por cá